quinta-feira, 19 de maio de 2011

A felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra, mesmo!

Um dia, ainda na minha adolescência, uma frase me chamou a atenção numa música e ela se tornou minha referência: "A felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra". Sei lá por conta de quê Armandinho resolveu escrever isso, cantar isso, mas em situações como a que eu vivi hoje, chego a pensar que foi prá mim!

Sinceramente acredito que a felicidade seja mais do que um sentimento, chega a ser palpável em minha vida! Vivo tantas realidades diferentes, convivo com tantas personalidades diferentes que eu jamais saberia considerar o que é simples e o que é complexo. É lógico que eu vejo valor num presente ou um mimo que seja, mas um sorriso pode me agradar da mesma forma ou até mais!

Hoje eu acordei um pouco indisposta, sentindo uma dor de cabeça daquelas fininhas, chatas e bastante inconvenientes para um dia em que eu precisava ir ao estágio e assistir a duas aulas. Claro, não poderia esquecer do fator 'clima insuportável' que tem feito o carioca dar exemplo de superação nesse frio todo que anda fazendo aqui no Rio. Mesmo assim, acordei, tomei um banho e fui viver minha quinta-feira.

Tudo bem por lá, fizemos um mini-café e eu só tive suspeitas de uma febre pela-saco... Mas sou forte, irmão! rs Tenho que pegar dois ônibus pra ir e dois pra voltar. Logo, quando desci na Leopoldina e subi num 233 (que agora é 301, porque decidiram mudar tudo e deixar a cariocada toda doida), vi que era ar-condicionado e fui descendo, que nem maluquinha. Aí o motorista, super fofo, simpático, com um sorrisão metálico que nem o meu: "Ei, mocinha, não vai subir?" / "Ah, não... Deve tá frio pá daná aí dentro!" / "Aonde você quer descer?" / "Na Uruguai." / "Ah, é perto! Sobe e fica aqui na frente, o ar quase não bate aqui!" .

Ok, subi! Não estava a fim de conversa (pelo menos, achava que não), mas quando percebi, ele já me chamava pelo nome e tudo! Que pessoa fofa, cara, muito iluminado, feliz! Ele é soteropolitano, mora no Rio há menos tempo que eu, mas pensa em voltar pra Bahia. A família tá toda lá! Perguntou como eu administro essa coisa toda de 'vai pra Itaperuna... vem pro Rio... o tempo todo" e eu disse que não sei. Que eu não suporto estrada, evito ao máximo, mas quando vou, não quero voltar. Ele riu e disse: "É assim que eu fico também".

Quando me dei conta, já havia chegado o meu ponto e eu precisava descer. Enquanto eu me despedia "Vai com Deus, amigo! Brigadão", ele respondia "Tchau, Lara! Ainda vou te ver num jornal desses na TV e vou falar: 'essa menina é uma simpatia! Foi minha passageira e alegrou meu dia" - eeeeei, quem alegrou meu dia foi você, moço!! Que sem nem me conhecer cuidou um pouco de mim, me distraiu e fez com que aquela dor de cabeça ficasse em segundo plano. E quer saber mais?! A sua atitude, de tão simples, me rendeu um texto e eu pude refletir mais uma vez.

É... Armandinho estava certo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Que tal abrir a janela?

Por vezes, a noite parece custar a passar...
Ainda restavam aquele breu, o frio e a angústia do tempo fechado. O barulho da chuva ecoava madrugada afora e o vento tentando transpassar a janela quase ninava meu sono. Não que eu não quisesse dormir, mas escrever me pareceu tão mais fácil naquele instante! Poderia ser medo? Sim, poderia, mas ainda prefiro acreditar que era só inspiração.

A chuva me inspirou. O tempo fechado, o vento contando o que acontecia lá fora... Mais um dia nublado. Outro para a minha extensa lista deles e dessa inspiração remota, que talvez não me diga nada hoje, mas significará qualquer coisa quando o sol sair. Isso quando eu me permitir vê-lo, claro!

Na dúvida, melhor abrir a janela e correr o risco: pode ser mais um dia frio e sem graça me forçando a escrever ou pode ser um daqueles bem coloridos me chamando a viver.
Amanheceu, mais uma vez. Com ou sem inspiração, o sol também nasceu. Bom dia!

--
Lara.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A sensibilidade às vezes traz recompensas, rs...

(Recebi isto por e-mail e decidi postar aqui. Maravilhoso!!)

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: Você tem experiência?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.


REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?'

--
Lara.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Est amor super omnia

incompreensãomedoinsegurançaimperdoável
perdadúvidaintolerânciaarrogânciainjustiçamentira
mesquinhezdesconfortoerrodesprezocovardia
tristezadescrençaimpossívelindiferençacarênciador

Mesmo se eu listasse toda a negatividade que existe, ainda assim esta frase seria mais forte: O amor supera tudo!

sábado, 19 de março de 2011

Aos amantes da Lua:

A beleza do significado só se torna compreensível se alguém vive o sentimento de fato. Por exemplo uma música: para o seu compositor ela obviamente terá algum sentido especial, mas não há nada mais gratificante que ouvir alguém cantarolar uma melodia sua! Assim também acontece com os poetas, que se vêem condenados ao que dizem no mesmo instante em que tornam seus sentimentos públicos, mas não sentem medo de concretizá-los e tudo isso por acreditarem que o que escrevem, em algum momento, irá curar algum mal no mundo, ainda que esse mundo seja o seu próprio.

É muito fácil interpretar sentimentos abertos em poesias e músicas, mas decifrar aqueles escondidos nas subjetividades e nas metáforas é um quase-desafio! Só os românticos de carteirinha conseguem entender! Quem não se priva de sentir, está ao mesmo tempo tornando-se vulnerável à interpretação medíocre dos que fingem não sentir.

Esses mesmos sentimentais já estão tão envolvidos em seus próprios contos de fada que não se importam se os que ouvem sua história entendem a Lua como a lembrança de um amor escondido numa metáfora ou como um mero detalhe da natureza...

O mundo sem o romantismo seria sem graça prá mim! As poesias não eternizariam Vinícius nem Quintana, assim como as músicas do Roberto não seriam temas de novela. Que tédio! Acho muito mais interessante pensar que o motivo pelo qual o satélite natural da Terra nunca deixa de brilhar seja justamente uma promessa romântica a alguém.

Enfim. Quem sente (como eu), entende. E provavelmente, também ama a Lua! =)