terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tenham paciência, meninos!

Não venho aqui dar sermão nos machos de plantão, falar sobre bipolaridade ou aqueles assuntos de revistas teens. Também não sou portadora de discursos feministas, acho até, que no mundo globalizado em que vivemos não cabem mais os pensamentos fixos e as falas prontas; estamos num constante processo de adaptação. Digo; adaptação com o externo e 'tooodo' esse universo dentro de nós mesmos.

Quero citar a mulher que é filha, neta, sobrinha e que, talvez, seja - automaticamente - irmã. Essa mesma mulher irá tornar-se amiga, depois namorada, esposa, mãe, tia, avó e filha, novamente (não necessariamente nessa ordem). Ainda estou na fase 'namorada', mas isso engloba tantos elos, tantas faces... São muitas as autocobranças que vivemos (mulheres). Nem sempre existe um motivo real, nem sempre vocês (homens) perceberão e, por isso, são - automaticamente - perdoados.



Em - quase todos os - momentos sofremos por antecipação. Seja pela ansiedade nossa de cada dia ou por termos de conviver com nossas próprias confusões; algumas costumeiras, outras ainda desconhecidas, mas da natureza de toda e qualquer mulher. Então...
__Tenham paciência, meninos!
__Tenhamos paciência, meninas!
Talvez esse seja o real significado da tão famosa sigla, TPM. (rs)


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A beleza da dor

Bem considero que a dor, como tudo na vida, quando enxergada por olhos otimistas, possa ser mais bonita do que a felicidade nos modos costumeiros. A dificuldade nem sempre vem seguida de tristeza, assim como o fácil não necessariamente irá representar conquistas felizes.

Na verdade, acredito que tudo o que conseguimos sem muito esforço perde a graça já no momento seguinte, quando não temos o íntimo reconhecimento de luta. É por aí... O ser humano é fiel imitador de São Tomé (antes de sua experiência divina): precisa ver para, só assim, confiar no que sente.

E nunca passou à sua cabeça que a dor pode ser o método mais eficiente de fazer com que nosso orgulho se rasgue e enfim, notemos aquilo que a vaidade não nos dá a chance de perceber?

Em curtas palavras: na dor é quando mais aprendemos! Talvez seja o corpo pedindo ajuda à alma, ou ainda mais intenso: a alma pedindo ajuda ao corpo. Mas pode ser que também estejam os dois tentando fazer com que voltemo-nos ao que nos cura de qualquer mal... Sim, a fé.

Reflita sobre isso e comece reconhecendo a beleza que existe por trás de tudo, inclusive da dor!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Depois do fim

(Confuso... Confuso que só! Mas, no fundo, é bem verdade. / O rascunho aí embaixo fala das dúvidas de alguém que não está preparado para o fim de um relacionamento e quando esse dia chega, promete não se entregar mais. Acontece que outro amor aparece e, claro, não dá pra saber se será diferente. Por isso, confia - mais uma vez - que essa pode ser a história sem fim. / Ok, muito complexo. Mas não é mesmo assim que acontece? Se acreditarmos na possibilidade de alguma novidade acabar, abandonaremos o barco ainda no porto. O jeito é fechar os olhos e correr os riscos. Cruzar os dedos e desvendar!)


Se no fim virar paixão, o que vier depois do fim vai estar nas mãos de quem?

Na espera de um amor vai estar o que se espera de nós. Na semana inteira ou o quanto passar, hei de viver as promessas contidas desde o silêncio e outra confusão.
Num próximo instante, já estarei de volta. Como quando te vi, e me desconhecendo, resumi uma vida à sua espera.
Até que então, sem querer, perdi a razão de ser... n'outra despedida.

Descanso do dia, distraio a emoção. Enxergo a novidade e confio, como sempre.

Acordo apressada, hum... o descuido do só. Não vejo mais nada, me perco e, como sempre, desacredito no fim. Mas... Se no fim virar paixão, o que vier depois do fim vai estar nas mãos de quem?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Te falar...

...que há semelhança entre o cinza do céu de hoje e a lembrança de você...
Se fosse neutro, não lembraria. Sem graça, sem sal, mas não foi. Foi doce, salgado e até azedo em alguns momentos, mas nunca sem gosto. Nunca indiferente.

Cheguei a pensar, até escrevi, mas você - pra variar - não entendeu. Faço metáforas, comparo amor com arte, dor com chuva, dia nublado com angústia e você não entende. Nem tenta. Se julga menor ou menos complexo que alguns dos meus textos, sem perceber que são retratos seus.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Silêncio

Shhh... Escute-o, ele tem muito a dizer! Por mais vasto que seja nosso vocabulário, alguns sentimentos são difíceis de serem traduzidos em palavras. Devemos apenas sentir. Permitamo-nos senti-los!

Constantemente, somos bombardeados com novidades e obrigações que nos tiram o direito de silenciar. A rotina confunde calmaria com descanso, pausa... E assim, qualquer ação é interrompida. Eis o motivo pelo qual todo cansaço persiste, mesmo após uma noite inteira de sono; descansamos o corpo sobrecarregando a alma.

Bem mais simples que um discurso espiritual, não é preciso seguir alguma crença para compreendermos as necessidades do espírito, e ele precisa ser escutado. O que não pode ser percebido pelos olhos, perpassa a linha dos sentimentos e devemos senti-los, a sós.



O particular deve mesmo ser desconhecido pelos outros. Não há mapa, bússola ou roteiro que indique o caminho. Nem há religioso, especialista ou experientes no assunto "eu". Por mais ignorado que seja o trajeto, acredito que a largada seja de fato, o silêncio. 

Vivamos o deserto de nossas dúvidas, analisemos nossas próprias dificuldades, reconheçamos os limites que, aí sim, iremos saber o momento certo de comemorar - em alto e bom som - mais um aprendizado.Também há cura no silêncio.