sexta-feira, 6 de maio de 2011

Que tal abrir a janela?

Por vezes, a noite parece custar a passar...
Ainda restavam aquele breu, o frio e a angústia do tempo fechado. O barulho da chuva ecoava madrugada afora e o vento tentando transpassar a janela quase ninava meu sono. Não que eu não quisesse dormir, mas escrever me pareceu tão mais fácil naquele instante! Poderia ser medo? Sim, poderia, mas ainda prefiro acreditar que era só inspiração.

A chuva me inspirou. O tempo fechado, o vento contando o que acontecia lá fora... Mais um dia nublado. Outro para a minha extensa lista deles e dessa inspiração remota, que talvez não me diga nada hoje, mas significará qualquer coisa quando o sol sair. Isso quando eu me permitir vê-lo, claro!

Na dúvida, melhor abrir a janela e correr o risco: pode ser mais um dia frio e sem graça me forçando a escrever ou pode ser um daqueles bem coloridos me chamando a viver.
Amanheceu, mais uma vez. Com ou sem inspiração, o sol também nasceu. Bom dia!

--
Lara.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A sensibilidade às vezes traz recompensas, rs...

(Recebi isto por e-mail e decidi postar aqui. Maravilhoso!!)

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: Você tem experiência?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.


REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?'

--
Lara.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Est amor super omnia

incompreensãomedoinsegurançaimperdoável
perdadúvidaintolerânciaarrogânciainjustiçamentira
mesquinhezdesconfortoerrodesprezocovardia
tristezadescrençaimpossívelindiferençacarênciador

Mesmo se eu listasse toda a negatividade que existe, ainda assim esta frase seria mais forte: O amor supera tudo!

sábado, 19 de março de 2011

Aos amantes da Lua:

A beleza do significado só se torna compreensível se alguém vive o sentimento de fato. Por exemplo uma música: para o seu compositor ela obviamente terá algum sentido especial, mas não há nada mais gratificante que ouvir alguém cantarolar uma melodia sua! Assim também acontece com os poetas, que se vêem condenados ao que dizem no mesmo instante em que tornam seus sentimentos públicos, mas não sentem medo de concretizá-los e tudo isso por acreditarem que o que escrevem, em algum momento, irá curar algum mal no mundo, ainda que esse mundo seja o seu próprio.

É muito fácil interpretar sentimentos abertos em poesias e músicas, mas decifrar aqueles escondidos nas subjetividades e nas metáforas é um quase-desafio! Só os românticos de carteirinha conseguem entender! Quem não se priva de sentir, está ao mesmo tempo tornando-se vulnerável à interpretação medíocre dos que fingem não sentir.

Esses mesmos sentimentais já estão tão envolvidos em seus próprios contos de fada que não se importam se os que ouvem sua história entendem a Lua como a lembrança de um amor escondido numa metáfora ou como um mero detalhe da natureza...

O mundo sem o romantismo seria sem graça prá mim! As poesias não eternizariam Vinícius nem Quintana, assim como as músicas do Roberto não seriam temas de novela. Que tédio! Acho muito mais interessante pensar que o motivo pelo qual o satélite natural da Terra nunca deixa de brilhar seja justamente uma promessa romântica a alguém.

Enfim. Quem sente (como eu), entende. E provavelmente, também ama a Lua! =)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Existe um tempo pra cada coisa.


Pra começar, não acredito em acasos. Tudo o que acontece à minha volta tem um porquê, mesmo que eu não enxergue hoje, um dia tudo ficará mais claro. Tanta coisa só fui entender quando passou... Obviamente a ansiedade de todo ser humano insiste em me apressar, e sempre quero resposta pra tudo, e nunca estou satisfeita com o tempo de Deus, nunca. É aí que a minha fé deve ser trabalhada, o que é diferente de 'ser entendida'; fé é mistério. "Existe um tempo pra cada coisa, existe um momento debaixo do Céu" - sim, existe esse tempo e para mim, existem duas alternativas: esperar feliz, ou esperar triste. Eu optei por esperar com um sorriso na cara, daqueles bem escrachados que é pra ninguém ousar me apresentar outra opção. Realmente acredito nesse tempo debaixo do Céu e quero a sabedoria pra conseguir entendê-lo. E pra ser sincera, só tenho uma certeza durante a minha espera: a de que, -num tempo incompreendido por mim-, meus sonhos serão sim, sonhados por Deus.

Amém!