quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Meus vícios


Sou dependente, sim! De carinho, de afeto, de amor.
De alguém que me sorria e assente com o olhar.
Sou dependente de cor, de letra, de som.
De sabores, de amores, de dons.

Sou dependente de chuva, de vento e de sol.
Das escolhas, das regras, do seguro e de algumas incertezas.
Sou dependente de abraço, de afago e cafuné.
Sou dependente de música, de arte e de fé.

Sou dependente de medo, angústia e solidão.
Não gosto de sentir dor, mas preciso senti-la.
Sou dependente de histórias, com ou sem fim.
Sou dependente de gente que é dependente de mim!

Sou dependente de doses diárias de alegria.
De fantasias, de calma e de contradições.
Se me oferecem a tristeza, aceito sem me contrapor.
Faço teatro, me enturmo e os embebedo com bom humor.

Sou dependente de tudo o que eles julgam careta
Mas nem assim me acanho por depender.
Sou dependente de sonhos, do fiel ao descrente
sou dependente do sorriso de todo tipo de gente!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Clara luz do dia


Clara luz do dia
não deve nem saber que clareia tudo ao seu redor
Nunca chove aonde ela está
nunca há tristeza que ela não saiba alegrar

Branda luz da noite,
brilha só por ser o que é
Encanta as histórias
que contavam por aí!!

Refletida pelo sol,
só não me deixe ir sem antes ver você sorrir!!

Feito a Lua em contos de ninar
Ilumina a rua em que eu passar!
Seu sorriso amansa a tempestade,
não deixa ela me alcançar

Feito um árco-íris no infinito
colore o mundo com o seu olhar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Outra de saudade.



O que fazer com a saudade que faz eu te buscar
em tudo quanto é detalhe em mim?

O que me faz querer forçar o tempo
a correr e te trazer de volta?

Como o vento daqueles dias em que o sol no mar
parecia eternizar a alegria de estar bem...

domingo, 14 de novembro de 2010

Da janela




Distração.
Logo senti que era ilusão
o que vivi segura em suas mãos
que não sentia nada, nada.

Mas sorri
e seu sorriso me sorriu bem mais
enquanto eu via o que deixei aqui.
Por mim, ficava um pouco além do tempo
e bem ficava sem pensar em nada, nada mais.

Vejo o céu,
que é mais bonito quando visto assim,
de uma janela sem saber do frio que lá fora faz,
aqui faz muito mais.

Sem ter
outra paisagem que não fosse o azul,
e algumas folhas que cairam só,
tentando imaginar as cores ao redor...

Brilhava a escuridão.
E a lua a refletir,
cantava à solidão
que eu nunca hei de sentir!