segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Outra de saudade.



O que fazer com a saudade que faz eu te buscar
em tudo quanto é detalhe em mim?

O que me faz querer forçar o tempo
a correr e te trazer de volta?

Como o vento daqueles dias em que o sol no mar
parecia eternizar a alegria de estar bem...

domingo, 14 de novembro de 2010

Da janela




Distração.
Logo senti que era ilusão
o que vivi segura em suas mãos
que não sentia nada, nada.

Mas sorri
e seu sorriso me sorriu bem mais
enquanto eu via o que deixei aqui.
Por mim, ficava um pouco além do tempo
e bem ficava sem pensar em nada, nada mais.

Vejo o céu,
que é mais bonito quando visto assim,
de uma janela sem saber do frio que lá fora faz,
aqui faz muito mais.

Sem ter
outra paisagem que não fosse o azul,
e algumas folhas que cairam só,
tentando imaginar as cores ao redor...

Brilhava a escuridão.
E a lua a refletir,
cantava à solidão
que eu nunca hei de sentir!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nada como viver assim!



Nada como chegar em casa e ter o meu café! Pão derretendo a manteiga, quem não quer? Deitar no sofá, sem ter relógio pra impedir... Pouco que faz a gente sorrir! Nada como ter um minuto de música e poesia. Abraço de vó, sorriso de pai, silêncio e calmaria. Bicho brincando com gente, se misturando por ser igual... Vida de gente feliz, que tal? Nada como ficar sozinho, se olhar no espelho e ter companhia. Assoviar qualquer barulho, sentir o vento, viver o dia. Rabiscar algum desenho, rezar que nem criança... Tomar sorvete, comer pipoca, quem se cansa? Nada como olhar pra mim. Nada como pensar em mim. Sem me julgar, sem me importar... Nada como viver assim!

sábado, 3 de julho de 2010

Sempre primavera!


No verão eram as flores roubadas e as músicas soltas que tocavam no rádio.
No outono vieram as cartas que hoje formam o jardim mais lindo que já vi!
O inverno foi a junção de tudo; desde as pétalas do campo até as palavras e as músicas nunca ouvidas antes.
E a primavera? Ah, desde então minha vida é sempre primavera!