quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pretexto


Porque, nem me lembro! Saí de casa sem direção,
deixei o café na mesa e a minha vida nas Suas mãos.
Tentei achar algum pretexto pra voltar mais tarde, mas compliquei demais...

Qualquer história sem fundamento faz mais sentido que esta versão,
que conto sem ter ninguém pra ouvir, e canto só pra me distrair.
Bobagem minha achar que o tempo vai me esperar passar a limpo
toda a confusão que eu criar.

E é só meu jeito de enxergar um mundo meu... É só meu jeito.
E é só meu jeito de cuidar do que é meu... É só meu jeito.

Voltei - em passos lentos - a cada rua que conheci,
lembrei de alguns detalhes que fui perdendo à medida em que eu cresci.
Tentei achar outro pretexto pra voltar mais tarde, mas já cresci demais...

Qualquer história sem fundamento faz mais sentido que esta versão,
que conto sem ter ninguém pra ouvir, e canto só pra me distrair.
Bobagem minha, achar que o tempo vai me esperar passar a limpo
toda a confusão que eu criar.

E é só meu jeito de enxergar um mundo meu... É só meu jeito.
E é só meu jeito de cuidar do que é meu... É só meu jeito.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Discurso épico


Acordar e ter um novo dia 
pra fazer a solidão mudar de cor.
Festejar em plena calmaria...

Encontrar a sorte, finalmente,
sem deixar pra trás o que se aprendeu.
Encarar a vida frente a frente, por sonhar.

É... Os passos vão ficando pelo chão
e o tempo vem trazendo um novo dom,
seja mera distração - ou será o tal destino?

Afinal, já me disseram sobre as ruas e suas confusões.
Também, dali, tirei as minhas conclusões.

Mas quem um dia então errou a estrada
pode se encontrar;
a sorte irá sorrir pra quem sonhar.

É... Os passos vão ficando pelo chão
e o tempo vem trazendo um novo dom,
seja mera ilusão, ou não.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

1º de fevereiro de 2013

Já estamos em fevereiro. O ano começou a todo vapor. E você? Como começou o ano? Eu ainda estou em 2012. Vivo 2013, mas presa a sonhos de 2012. Não, não parei, apenas permaneço com os mesmos sonhos do ano passado. E, quer saber? Não vejo mal algum nisso. Acredito que neste ano estarei mais madura e consequentemente mais propensa a conquistar o que almejo.

É um erro fatal - para mim e para os meus planos - pensar que eles tem validade. A pressa pela conquista me faz agir, ok, mas um prazo não pode limitar minhas expectativas. Sim, viro a folha do calendário e ainda tenho os mesmos sonhos do ano que passou. Por uma perspectiva pessimista posso estar aquém do que esperei de mim mesma, mas sob o olhar de um otimista, apenas renovei meus votos para o ano novo. Alimentar os mesmos projetos é também sinal de que permaneço acreditando, sonhando, buscando.

Que eu jamais deixe de acreditar. Que o calendário não me pare, nem seja um convite à desistência. Os sonhos ficam, assim como as tentativas, o anseio pelo crescimento. O tempo passa e as lembranças servem de combustível para o resultado esperado. Um passo de cada vez - é assim que se faz o caminho. Um ano passou, outro chegou. Os sonhos são ainda maiores que antes... E, eu?! Eu sou grande, como eles. Bem vindo, fevereiro!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais um sobre a vida e seus imprevistos


A espera, mesmo que incerta - e sempre será - merecia existir. Deveríamos guardar um espaço em nós para o imprevisível e, de certa forma, ele seria previsto. Pode parecer contraditório, mas penso nisso como uma verdade. Um segundo de incerteza é o suficiente para a insatisfação imediata, para o medo, a insegurança e não deveria ser assim - toda a vida é incerta!

Não há certeza, nem mesmo sobre o segundo seguinte a este - e enlouqueceríamos se pensássemos o contrário. Comecei a escrever porque tenho medo de perder o que penso. E tenho mesmo! Tanto do que planejo vai à baixo em pequenos segundos de distração... Seria ingênuo ou imaturo confiar em memórias soltas; elas tendem a se perder. Ah, enfim.

Preferiria não sofrer com os imprevistos, mas também recuso-me a esperar que tudo ocorra como planejei; hoje vejo que isso destoaria o sentido da vida e tudo o que penso de mim mesma pareceria manipulação. Passei a entender as dificuldades da espera, mas ainda não aprendi a conviver com o incerto. Ok, as orações nascem mesmo daí: de dúvidas, medos, inseguranças, sustos e dores. Resta-me apenas confiar em mim, no que não esperei, mas tenho de viver hoje e, assim, haverá alguma razão que sobreponha meus por quê's.

A missão agora é esta: confie, meu bem, confie! É preciso deixar Deus ser Deus. Bom dia!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A todos nós, algum dia...


À você, que não rima seus sonhos, nem faz deles planos p'ro que venha a ser;
À você, que só conta vantagem e faz sua imagem no que não pode ter;
À você, que esqueceu a sentença de uma vida intensa, sem nada a perder;
À você, que deixou sua essência e hoje a consequência te leva a sofrer.

À você, que se acha feliz, mas nem sabe o que diz o refrão da canção;
À você, que só enxerga o que quer e se esquece da fé, por não ver a razão;
À você, que se deixa levar por qualquer um que ousar te tomar pela mão;
À você, não somente à você, mas àquele que ler e entender a intenção.