sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

1º de fevereiro de 2013

Já estamos em fevereiro. O ano começou a todo vapor. E você? Como começou o ano? Eu ainda estou em 2012. Vivo 2013, mas presa a sonhos de 2012. Não, não parei, apenas permaneço com os mesmos sonhos do ano passado. E, quer saber? Não vejo mal algum nisso. Acredito que neste ano estarei mais madura e consequentemente mais propensa a conquistar o que almejo.

É um erro fatal - para mim e para os meus planos - pensar que eles tem validade. A pressa pela conquista me faz agir, ok, mas um prazo não pode limitar minhas expectativas. Sim, viro a folha do calendário e ainda tenho os mesmos sonhos do ano que passou. Por uma perspectiva pessimista posso estar aquém do que esperei de mim mesma, mas sob o olhar de um otimista, apenas renovei meus votos para o ano novo. Alimentar os mesmos projetos é também sinal de que permaneço acreditando, sonhando, buscando.

Que eu jamais deixe de acreditar. Que o calendário não me pare, nem seja um convite à desistência. Os sonhos ficam, assim como as tentativas, o anseio pelo crescimento. O tempo passa e as lembranças servem de combustível para o resultado esperado. Um passo de cada vez - é assim que se faz o caminho. Um ano passou, outro chegou. Os sonhos são ainda maiores que antes... E, eu?! Eu sou grande, como eles. Bem vindo, fevereiro!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais um sobre a vida e seus imprevistos


A espera, mesmo que incerta - e sempre será - merecia existir. Deveríamos guardar um espaço em nós para o imprevisível e, de certa forma, ele seria previsto. Pode parecer contraditório, mas penso nisso como uma verdade. Um segundo de incerteza é o suficiente para a insatisfação imediata, para o medo, a insegurança e não deveria ser assim - toda a vida é incerta!

Não há certeza, nem mesmo sobre o segundo seguinte a este - e enlouqueceríamos se pensássemos o contrário. Comecei a escrever porque tenho medo de perder o que penso. E tenho mesmo! Tanto do que planejo vai à baixo em pequenos segundos de distração... Seria ingênuo ou imaturo confiar em memórias soltas; elas tendem a se perder. Ah, enfim.

Preferiria não sofrer com os imprevistos, mas também recuso-me a esperar que tudo ocorra como planejei; hoje vejo que isso destoaria o sentido da vida e tudo o que penso de mim mesma pareceria manipulação. Passei a entender as dificuldades da espera, mas ainda não aprendi a conviver com o incerto. Ok, as orações nascem mesmo daí: de dúvidas, medos, inseguranças, sustos e dores. Resta-me apenas confiar em mim, no que não esperei, mas tenho de viver hoje e, assim, haverá alguma razão que sobreponha meus por quê's.

A missão agora é esta: confie, meu bem, confie! É preciso deixar Deus ser Deus. Bom dia!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A todos nós, algum dia...


À você, que não rima seus sonhos, nem faz deles planos p'ro que venha a ser;
À você, que só conta vantagem e faz sua imagem no que não pode ter;
À você, que esqueceu a sentença de uma vida intensa, sem nada a perder;
À você, que deixou sua essência e hoje a consequência te leva a sofrer.

À você, que se acha feliz, mas nem sabe o que diz o refrão da canção;
À você, que só enxerga o que quer e se esquece da fé, por não ver a razão;
À você, que se deixa levar por qualquer um que ousar te tomar pela mão;
À você, não somente à você, mas àquele que ler e entender a intenção.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ainda não aprendi a perder


















Engraçado como o tempo se encarrega de - quase - tudo... De forçar nosso amadurecimento, de nos colocar algumas rugas e cabelos brancos, de elencar-nos N possibilidades, desde o nascer do sol. O mesmo tempo nos ensina a corrigir os erros que a vida nos levou a cometer. Da mesma forma, errando ou não, aprendemos que não temos culpa pelo imprevisível, mas necessitamos culpar algo ou alguém e, assim, acabamos por culpar a nós mesmos.

O tempo pode até fazer com que nos adaptemos à ausência, mas jamais revelará a fórmula do esquecimento. Em tudo o que aprendemos na vida, dos detalhes às mais absolutas certezas, nada se compara a uma perda. Não aprendemos a perder. Desde o momento em que somos gerados, nosso instinto nos diz que é preciso ganhar, ou não teremos outra chance. Quando nascemos é mesmo assim, e ainda pior.

Aceitar uma perda nunca foi fácil pra mim, nem penso que algum dia será. Se isso me ocorresse, acho que desistiria de tudo o que me impulsiona a seguir e não faria mais sentido acordar toda manhã. Mas entendi que esse fardo é necessário e, ainda que por vezes, eu não saiba tomar a dose certa de coragem, aprendi que é preciso seguir em frente. Aprender a perder talvez fosse o caminho mais fácil, mas que graça teria se não fosse como é?!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bastidores

"Em paz com a vida e o que ela me traz, na fé que me faz otimista demais", diversas vezes usei esse trecho de Emoções do Roberto em descrições de perfil nas redes sociais. Acho lindo, simples e objetivo, claro, além de ser muito próximo do que eu penso de mim. Mas nem sempre segui à risca essa melodia... Em alguns - diversos - momentos a minha lucidez foi confundida com a força que não tenho nas 24 horas do dia, mas acreditam que tenho. O fato de eu não me deixar levar por confusões e todo aquele aparato negativo, cada vez mais acessível, parece fazer com que as pessoas ignorem a minha humanidade. Também erro, também me calo, também peco. Sei que boa parte desse incômodo parte de mim mesma, quando prefiro assumir somente os meus sorrisos e guardo as lágrimas para os bastidores. Isso porque não sinto pena de mim e acredito que perceber esse tipo de sentimento vindo dos outros deva ser ainda mais doloroso que a dor que sinto, de fato.

Quando componho, a maior parte das músicas é um resumo de mim mesma. Sim, existem aquelas que escrevo sem nem imaginar como seria viver o que elas cantam, mas digo, a maioria; essa sou eu. Cheia de incertezas, medos e desilusões que eu mesma crio. Cada vez que me coloco atrás de uma armadura, ali, estou me iludindo. Logo depois vem a consciência e explica que também é necessário sofrer e que quanto mais eu fujo de minha humanidade, mais forte e agressiva ela vem. Quando sinto, escrevo músicas. Quando a tempestade passa, venho aqui. Como se fosse tranquilizador garantir que os sentimentos sejam atemporais. Daqui a pouco, volto e leio o que me inspirou um texto hoje, talvez até componha uma música que fale sobre isso, mas no momento, soa melhor uma oração. Como tudo o que é momento na vida, isso - também - passou.