terça-feira, 14 de agosto de 2012

A todos nós, algum dia...


À você, que não rima seus sonhos, nem faz deles planos p'ro que venha a ser;
À você, que só conta vantagem e faz sua imagem no que não pode ter;
À você, que esqueceu a sentença de uma vida intensa, sem nada a perder;
À você, que deixou sua essência e hoje a consequência te leva a sofrer.

À você, que se acha feliz, mas nem sabe o que diz o refrão da canção;
À você, que só enxerga o que quer e se esquece da fé, por não ver a razão;
À você, que se deixa levar por qualquer um que ousar te tomar pela mão;
À você, não somente à você, mas àquele que ler e entender a intenção.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ainda não aprendi a perder


















Engraçado como o tempo se encarrega de - quase - tudo... De forçar nosso amadurecimento, de nos colocar algumas rugas e cabelos brancos, de elencar-nos N possibilidades, desde o nascer do sol. O mesmo tempo nos ensina a corrigir os erros que a vida nos levou a cometer. Da mesma forma, errando ou não, aprendemos que não temos culpa pelo imprevisível, mas necessitamos culpar algo ou alguém e, assim, acabamos por culpar a nós mesmos.

O tempo pode até fazer com que nos adaptemos à ausência, mas jamais revelará a fórmula do esquecimento. Em tudo o que aprendemos na vida, dos detalhes às mais absolutas certezas, nada se compara a uma perda. Não aprendemos a perder. Desde o momento em que somos gerados, nosso instinto nos diz que é preciso ganhar, ou não teremos outra chance. Quando nascemos é mesmo assim, e ainda pior.

Aceitar uma perda nunca foi fácil pra mim, nem penso que algum dia será. Se isso me ocorresse, acho que desistiria de tudo o que me impulsiona a seguir e não faria mais sentido acordar toda manhã. Mas entendi que esse fardo é necessário e, ainda que por vezes, eu não saiba tomar a dose certa de coragem, aprendi que é preciso seguir em frente. Aprender a perder talvez fosse o caminho mais fácil, mas que graça teria se não fosse como é?!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bastidores

"Em paz com a vida e o que ela me traz, na fé que me faz otimista demais", diversas vezes usei esse trecho de Emoções do Roberto em descrições de perfil nas redes sociais. Acho lindo, simples e objetivo, claro, além de ser muito próximo do que eu penso de mim. Mas nem sempre segui à risca essa melodia... Em alguns - diversos - momentos a minha lucidez foi confundida com a força que não tenho nas 24 horas do dia, mas acreditam que tenho. O fato de eu não me deixar levar por confusões e todo aquele aparato negativo, cada vez mais acessível, parece fazer com que as pessoas ignorem a minha humanidade. Também erro, também me calo, também peco. Sei que boa parte desse incômodo parte de mim mesma, quando prefiro assumir somente os meus sorrisos e guardo as lágrimas para os bastidores. Isso porque não sinto pena de mim e acredito que perceber esse tipo de sentimento vindo dos outros deva ser ainda mais doloroso que a dor que sinto, de fato.

Quando componho, a maior parte das músicas é um resumo de mim mesma. Sim, existem aquelas que escrevo sem nem imaginar como seria viver o que elas cantam, mas digo, a maioria; essa sou eu. Cheia de incertezas, medos e desilusões que eu mesma crio. Cada vez que me coloco atrás de uma armadura, ali, estou me iludindo. Logo depois vem a consciência e explica que também é necessário sofrer e que quanto mais eu fujo de minha humanidade, mais forte e agressiva ela vem. Quando sinto, escrevo músicas. Quando a tempestade passa, venho aqui. Como se fosse tranquilizador garantir que os sentimentos sejam atemporais. Daqui a pouco, volto e leio o que me inspirou um texto hoje, talvez até componha uma música que fale sobre isso, mas no momento, soa melhor uma oração. Como tudo o que é momento na vida, isso - também - passou.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tenham paciência, meninos!

Não venho aqui dar sermão nos machos de plantão, falar sobre bipolaridade ou aqueles assuntos de revistas teens. Também não sou portadora de discursos feministas, acho até, que no mundo globalizado em que vivemos não cabem mais os pensamentos fixos e as falas prontas; estamos num constante processo de adaptação. Digo; adaptação ao externo e 'tooodo' esse universo dentro de nós mesmos.

Quero citar a mulher que é filha, neta, sobrinha e que, talvez, seja - automaticamente - irmã. Essa mesma mulher irá tornar-se amiga, depois namorada, esposa, mãe, tia, avó e filha, novamente (não necessariamente nessa ordem). Ainda estou na fase 'namorada', mas isso engloba tantos elos, tantas faces... São muitas as autocobranças que vivemos (mulheres). Nem sempre existe um motivo real, nem sempre vocês (homens) perceberão e, por isso, são - automaticamente - perdoados.



Em - quase todos os - momentos sofremos por antecipação. Seja pela ansiedade nossa de cada dia ou por termos de conviver com nossas próprias confusões; algumas costumeiras, outras ainda desconhecidas, mas da natureza de toda e qualquer mulher. Então...
__Tenham paciência, meninos!
__Tenhamos paciência, meninas!
Talvez esse seja o real significado da tão famosa sigla, TPM. (rs)


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A beleza da dor

Bem considero que a dor, como tudo na vida, quando enxergada por olhos otimistas, possa ser mais bonita do que a felicidade nos modos costumeiros. A dificuldade nem sempre vem seguida de tristeza, assim como o fácil não necessariamente irá representar conquistas felizes.

Na verdade, acredito que tudo o que conseguimos sem muito esforço perde a graça já no momento seguinte, quando não temos o íntimo reconhecimento de luta. É por aí... O ser humano é fiel imitador de São Tomé (antes de sua experiência divina): precisa ver para, só assim, confiar no que sente.

E nunca passou à sua cabeça que a dor pode ser o método mais eficiente de fazer com que nosso orgulho se rasgue e enfim, notemos aquilo que a vaidade não nos dá a chance de perceber?

Em curtas palavras: na dor é quando mais aprendemos! Talvez seja o corpo pedindo ajuda à alma, ou ainda mais intenso: a alma pedindo ajuda ao corpo. Mas pode ser que também estejam os dois tentando fazer com que voltemo-nos ao que nos cura de qualquer mal... Sim, a fé.

Há beleza por trás de tudo!