sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vamos ao teatro?



Se não uma peça, pode ser um cineminha ou algum show da banda favorita (tá, não precisa ser a favorita), um esforço mínimo que fosse já seria divertido.

O fim de semana vem chegando e de carona vem aquela vontade de viver algo diferente da rotina. Normal, todo mundo sente isso. Acho que já sentia também, mas os ares e as oportunidades deveriam ser outros (se é que posso colocar isso no plural, rs)! A sexta-feira chegou e trouxe o gostinho pelo novo, eu adoro viver coisas novas. O medo é normal, o receio de se machucar com o imprevisível é quase uma redundância, mas arriscar-se é tão divertido e compensador quanto poder acordar sem despertador!

Você que não tem nenhum compromisso com o relógio, vá viajar pra qualquer lugarzinho que não tenha trânsito; se tiver coragem, vá pular de bungee jump; se ninguém nunca te incentivou, aproveite e vá ao primeiro boteco cantar no karaokê; se ficou a semana inteira fazendo dieta, uma colherada de sorvete não vai te impedir de ser feliz, vai?!

Bom, eu adoro a sexta-feira... Não está nem tão perto da agitação que a segunda trará de volta, nem tão longe do vaidoso sentimento de responsabilidade que senti durante toda a semana. É hoje que eu vou pra casa sem me sentir cansada, apesar de carregar o peso dos cinco dias úteis. É agora que planejo mil coisas para o fim de semana sem pensar nas consequências emocionais, físicas ou financeiras, rs! Esse é o momento em que combino mil coisas diferentes com mil pessoas diferentes e no fim das contas acabo não fazendo um terço do que pretendia... Quanta confusão! E depois de tudo, é ainda nessas horas que opto por ir ao teatro e fingir que não combinei nada com ninguém.

Mas quem quiser, que me acompanhe. Fui! ;D

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O 7º grau da escala diatônica natural


Diferentemente do que pensam, não é qualquer coisa que me faz chorar. Sou sentimental sim, mas isso não significa que sou compulsiva e excessivamente dramática. Nem todas as músicas conseguem me sensibilizar e nem todos os filmes tristes são capazes de me emocionar. Haverá o momento em que uma atitude mínima irá me tocar, mas também existirão aqueles em que tudo lá fora será tristeza e eu permanecerei irredutível!

Não sou assim porque quero, mas também não desgosto de ser. Aprendo com minha falta de controle, o que me desperta ainda mais vontade de aprender a me controlar. Não ter domínio sobre o que sinto pode ser considerado fraqueza emocional, ou quem sabe, o detalhe que torna meu espírito forte. Mas é justamente por acreditar que pouco disso importa, que sou mesmo assim: frágil, como uma criança que acredita em contos antes de dormir, mas que acorda com muito mais sede de viver que de pensar se os super heróis realmente existem ou só fazem parte daquele universo dos sonhos!

A verdade é que vou sempre me surpreender com minhas reações, mas a partir de agora vou tentar prevê-las. Parece o mais seguro a ser feito e isso não me impedirá de continuar acreditando nos contos, nas pessoas, nas músicas e nos filmes. Eles me fazem chorar de fato, mas o que não faria? Ah, um dia isso muda! (Será?! Rs)


*Título: sensível

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É Carnaval...

Tudo está cada vez menos perceptível e qualquer coisa é motivo para tornar-se.
Um sorriso que é ofuscado pela pressa. Um 'bom dia' que é silenciado pela buzina do carro. Um aceno que é disfarçado por aquela vontade de não reconhecer nem ser reconhecido. Até que enfim chega em casa e se tranca no quarto.
Liga o ar e se priva à tv, porque nos dias de hoje ninguém mais precisa de vida social. Ninguém mais deseja isso, a não ser que lhe traga algum tipo de recompensa, fama, e grana, ou enredo. É carnaval... E parece que o mundo se fantasiou de solidão!


Tá chegando... Mas a última coisa que vou fazer é ficar trancada no meu quarto, pode escrever! ;P

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O primeiro amor


“Eu não fui convidada”, esse era seu último pensamento sempre que se preparava para dormir. E quando conseguia, sonhava com isso e o sonho era tão triste quanto a realidade. Ao acordar, por alguns minutos parecia ter se esquecido, mas o vestido ainda estava intacto, ao pé da cama, lembrando sua insignificância.

Não tinha saco pro café, quanto mais praquele arroz grudado à panela, que sua mãe havia deixado às 7h quando saiu pro trabalho. Pensou em ir à escola, mas estava de férias, há um bom tempo. Até chegou a dar alguns passos em direção ao bar mais próximo, mas uma garota tão nova e bebendo sozinha não ia pegar muito bem, nem ela precisava de um momento tão deprimente assim. Poderia não aguentar.


Tinha alguns cd’s antigos, do tempo em que diskman era presente de natal e mesmo que escolhesse algum, não ouviria uma música sem que isso te trouxesse alguma lembrança dele. Ainda esperava alguma explicação, um telefonema, uma carta, um e-mail... Mais, muito mais do que isso, esperava que o convite chegasse, mesmo que com atraso, mas valeria a intenção.


Parecia estar próximo do dia e o convite não chegou, nem mesmo havia sido confeccionado. Ela não foi convidada porque não haveria mais festa, nem alegria, nem flores, nem altar. Mas o vestido permaneceria ali, intacto, ao pé da cama esperando, por quem sabe, alguém que um dia a tirasse pra dançar, de novo.

Engraçado como o primeiro amor, -e todos os outros, antes do derradeiro-, nos parecem eternos. São as mesmas promessas, as mesmas verdades, as mesmas mentiras que sempre nos convencem e caímos. Que bom, porque uma hora o vestido deixará de compor o antigo cenário!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Uma carta ao meu sorriso


Oi, Sorriso, que bom te ver de novo! Fazia um tempo que você não dava sinal... Te convidei pra viajar, você sempre dizia que ia ver, que talvez fosse, mas acabou dando pra trás, né?! E no réveillon? Nem um scrap no Orkut, um tweet ou uma mensagem no face! Poxa, tentei de todas as formas te achar nos lugares em que ia. Em alguns momentos até fingia que você estava comigo só pra matar um pouco a saudade e, claro, pra todo mundo parar de me perguntar por você. Mas nem deu muito certo...

Olha, quando você some assim eu fico totalmente perdida, sabia? É horrível sair por aí quando você não está comigo, é estranho. Mais do que isso, é feio! Eu te via com todas as outras pessoas e só parecia não querer falar comigo! Bom, não sei o que te fiz. Será que combinei de te buscar em algum lugar e não fui? Ou será que você já vinha dando sinais de indiferença e eu é que não percebi? Seja qual for o motivo, me perdoa? Por favor, Sorriso, volta a andar comigo?! As pessoas não me reconhecem mais e isso tudo porque você me deixou assim, sem se explicar.

Hoje eu estou aqui, sem respostas pra muita coisa, mas há uma coisa que eu sempre soube: onde te encontrar. Sim, eu sabia que era aqui que estava me esperando e sabia também que era esta a pessoa que ia cuidar de você enquanto eu estivesse distante. Só tenho um problema agora: será que ela vai querer te devolver pra mim? Ah, eu espero muito por isso! Contei as horas pra te ver de novo e eu sei muito bem o que você vai me pedir quando voltar pra mim... Vai querer que eu volte a dividir a sua companhia com ela. Acertei?! Tá, tá bom, eu faço isso. Só também te peço uma coisa: nunca mais deixe nenhuma de nós duas te esquecer em algum lugar, estamos combinados? Se sim, trato feito!

Lara.